CONTINUAREI A PESAR O VOSSO COMPORTAMENTO PARA AVALIAR SE MERECEIS SER TRANSPORTADOS NA MINHA BARCA

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

-" Mais uma do Alegre "

Mais uma !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vergonhoso... "Nem me lembraria da Reforma!!!!"

Manuel Alegre vai receber uma reforma de 3.219,95 euros mensais pelo
cargo de coordenador!!! de programas de texto da Rádio Difusão
Portuguesa que ocupou por alguns meses!!!!. A informação faz parte da
lista dos aposentados e reformados divulgada pela Caixa Geral de
Aposentações (CGA), citada pelo Correio da Manhã.
Em declarações ao jornal, Alegre garantiu que nem se lembraria da
reforma!!!, se não fosse a CGA a escrever-lhe uma carta. O deputado
explicou que foi funcionário da RDP durante «pouco tempo», já que
começou a trabalhar na rádio quando voltou do exílio, após o 25 de
Abril, e saiu em 1975 quando foi eleito deputado, cargo que ocupou
desde então.

«Nunca mais lá trabalhei, mas descontei sempre», disse o deputado.


Comentários:


Descontou sem trabalhar !!! Como? Num recibo de vencimento que nunca recebia... (se não trabalhava lá)! Tantos anos e nunca se questionou ???
Mas que maravilha, descontar e andar pelos corredores da Assembleia da República!!! Que sistema é este que protege quem não precisa e abandona quem mais precisa!? A virtude trabalho tem pouco valor neste Portugal; o que tem valor são os "berços dourados" e as "cunhas"...Sejamos exigentes com todos os candidatos (a São Bento, a Belém, ao Municipio) pois a pouca vergonha e a corrupção estão generalizados neste País.
Mas que belo exemplo este, e vai concorrer para PR !!!!!!!!!!!! Sério, sério, mas afinal é tão vigarista como todos os outros. Para além do mais, este, quando chamado pela Pátria, DESERTOU...Nós fomos e cumprimos até ao fim; ele foi, mas
FUGIU antes ...













Então um desertor pode candidatar-se a ser comandante-chefe dum exército do qual desertou ! ? ... Mas em que mãos está este pobre país ?... Onde estão os homens honestos ? Porque será que se criou um círculo de silêncio em volta desta deserção ?
Não será que para governante deste país qualquer um serve desde que crie condições para que se possa meter a mão no saco ?

Não pensem em oferecer o cargo ao Zé do Telhado porque ele iria ficar ofendido...


Reencaminhe porque

É um dever de cidadania dar a conhecer estas tentativas de assalto




sábado, 4 de setembro de 2010

-" Ritual de iniciação na Guiné-Bissau"

Cerimónia tribal raramente presenciada por estranhos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

-" O branqueamento que desprestigia o 25 de Abril "

O Branqueamento da História…

O branqueamento do sucedido no pós-25 de Abril em Portugal, tem sido feito por Otelo Saraiva de Carvalho que, na efeméride dos 34 anos, se dividiu em deambulações por cá e pela “estranja” fazendo afirmações inconcebíveis e resultantes do facto de terem ficado prescritos os seus crimes cometidos a liderar os terroristas das Forças Populares 25 de Abril.
Ele fora condenado na 1.ª instância, em 1987, em 15 anos de prisão pelo crime de terrorismo, com agravamento pelo Tribunal da Relação e do Supremo Tribunal de Justiça para 17 anos.
Por proposta de Mário Soares antes de sair da Presidência da República, a Assembleia Legislativa aprovaria uma amnistia com os votos contra do CDS e PSD, onde se encontrava José Pacheco Pereira que, nos debates afirmou que Otelo não merecia ser amnistiado. Tal posição era baseada no facto dele, numa entrevista ao Expresso, ter afirmado que a morte de uma criança pelos terroristas das FP25 tinha sido um erro técnico. E acrescentava: “Este cinismo não pode ser amnistiado”.
Continuavam por julgar os crimes de sangue que, segundo se constou, os deputados da maçonaria não consideravam poder ser amnistiados.
Assim, de 2001 a 2003 decorreu a saga dos recursos, que acabaria com o desleixo de um magistrado do Ministério Público, que deixou expirar o prazo para se poder recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça.
Tal conjuntura resultaria de uma decisão do Tribunal Constitucional, que, segundo o Juiz Adelino Salvado, “irá também acontecer no caso da Casa Pia e vai levar ao aniquilamento do sistema” (António José Vilela/2004).
Assim, Otelo acabou por “virar santinho” e, na sua opinião, uma vítima do sistema, permitindo-se que determinados órgãos de CS nacionais e estrangeiros lhe dêem cobertura mediática e tenha levado mesmo um deputado do PS, num recente programa da RTP1, a vir fazer a sua defesa e admoestar os deputados de PSD e CDS, lá presentes, por virem lembrar as suas responsabilidades nos actos vergonhosos praticados ao longo do PREC e da escabrosa actividade nas FP25.

Espantoso!!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

-" O lado oculto do 25 de Abril "

Batalhas Esquecidas
NA MARINHA DO MALAWI, AO SERVIÇO DE PORTUGAL

Durante seis anos, o Antigo Regime dominou por completo a armada de um país que faz fronteira com Moçambique, numa guerra secreta que deu muitos frutos.

Serafim Lobato
(Jornalista, Licenciado em História, Mestre em estudos
Portugueses pela Universidade Aberta)

A Marinha de Guerra do Malawi foi comandada e orientada, entre 1968 e 1974, por oficiais da Armada portuguesa. Estes não representavam oficialmente, o executivo de Lisboa. Agiam como “desertores”, classificação informal que adquiriam ao “abandonar” a “Briosa” para se transferirem, de armas e bagagens, para o “outro lado”. Na realidade, estavam em total consonância com a hierarquia castrense. Ao serviço do Estado lusitano.
Foi a operação “secreta” mais prolongada e eficaz do Antigo Regime nas colónias portuguesas, nos 13 anos de guerra. Não existem documentos oficiais já desclassificados que confirmem esta aventura longa de sete anos. São os protagonistas que as descrevem.

O Malawi, a antiga colónia britânica do Niassalândia, não tem saída para o mar. A sua grande bacia hidrográfica é o lago Niassa, que serve três países – além daquele, também a Tanzânia e Moçambique, hoje todos independentes. Na altura, a questão central era de natureza militar. Deste modo, o gigantesco lago africano adquiriu, nesse enquadramento geo-político, uma relevante importância estratégica.

Os marinheiros portugueses agiam como desertores autorizados

O Malawi e a Tanzânia ascenderam à independência, mas optaram por vias diferenciadas. O primeiro, tendo Hastings Kamuzu Banda como primeiro Chefe de Estado, seguiu o nacionalismo conservador pró-ocidental. O segundo, liderado por Julius Nyerere, defendeu o nacionalismo progressista, terceiro-mundista, buscando apoios, essencialmente, na antiga União soviética e na China. O regime tanzaniano era o “santuário” de retaguarda da FRELIMO (a Frente de Libertação de Moçambique), que lutava pela independência do território desde 1964.
A operação “encoberta” iniciou-se em 1968. Após negociações, Portugal e o Malawi acertaram a troca de uma lancha de fiscalização pequena (LFP), sediada em Matangula (Lago Niassa), para um porto do mesmo lago em Nkata Bay.
No dia aprazado, realizou-se uma cerimónia especial em Metangula – o nome oficial da povoação era Augusto Cardoso – para a transferência da lancha. Um documento oficial – aliás, o único que foi possível consultar – existente no Arquivo da Marinha de Guerra regista a cerimónia.
Em augusto Cardoso, a “castor”, que foi baptizada com o nome de John Chilembwe (nome de um herói do país), foi entregue na presença de entidades dos dois países.

Socorremo-nos de citações copiadas do documento, pois não nos foi permitido fotocopiar: “A 5 de Agosto de 1968, em Augusto Cardoso/Metangula, e conforme notas diplomáticas tomadas entre Portugal e o Malawi”, foi a lancha de fiscalização “castor”, da Armada portuguesa, transaccionada “por empréstimo”.
Na cerimónia, Portugal estava representado pelo então comodoro Tierno Bagulho, Comandante Naval de Moçambique, e “em representação” do governo do Malawi, aleke Banda, ministro da economia e presidente do ‘Malawi Youngers Pioneers’. Tudo muito formal.
À margem desta história, recorde-se que Tierno Bagulho, que ocupou depois o cargo de Presidente do Supremo Tribunal Militar, foi um dos três oficiais-generais das Forças Armadas que se recusaram, em Março de 1974, após o “Golpe das Caldas”, a participar no chamado “Beija-mão” ao então presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano. Os outros dois foram Costa Gomes e António de Spínola, então, respectivamente, os cargos de chefe e vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. Os três já faleceram.

O comando da nova lancha ‘John Chilembwe’ vai ser assumido por um jovem oficial “desertor” da Armada portuguesa: Manuel Agrelos, já investido nas novas funções aquando da cerimónia em Matangula. É, agora, primeiro-tenente da Marinha do Malawi, quando o seu posto na Armada portuguesa, era segundo-tenente da Reserva Naval. Manuel Alexandre de Sousa Pinto Agrelos, engenheiro, era o comandante da lancha ‘Mercúrio’. Cumpria o serviço militar em Moçambique
Já civil, Agrelos descreveu a sua “aventura” num relatório privado que fez, nos anos 80 do século passado, e entregou à comissão COLOREDO (a comissão da Marinha de Guerra, que recolheu dados e informações sobre a actividade nas antigas colónias, que, estranhamente, se encontram ainda sob a chancela de classificados.
Na cerimónia de Metangula, o oficial português mandou arriar a bandeira, chamava-se ‘Francisco Freire’ e o “oficial malawiano que a recebeu e mandou içar fui eu”, referencia Agrelos no seu relato.
Com o comandante da lancha, seguiram o marinheiro telegrafista Mário Fernandes e o cabo fogueiro Martinica, que foram graduados, respectivamente, em segundo e primeiro sargentos da Marinha do Malawi. O resto da guarnição pertencia aos ‘Young Pioneers’, uma espécie de “guarda pretoriana” do regime ditatorial de Hastings Banda.

Manuel Agrelos acabou por ser virtual ministro da Marinha do Malawi

Agrelos faz questão de assinalar no relatório que, entre os presentes na cerimónia estava o engenheiro Jorge Jardim – pai da socialite Cinha Jardim – que ali se encontrava com o estatuto de cônsul honorário do Malawi em Moçambique. Jardim ficou, aliás, o garante do pagamento do salário a Manuel Agrelos, depositando-o numa conta bancária a que o comandante da lancha tinha acesso.
Manuel Agrelos continuava, no entanto, a depender da hierarquia da Marinha de Guerra portuguesa e era a esta que prestava contas por canais informais.

Na sua nova função, Manuel Agrelos foi algo mais que um simples oficial comandante de uma pequena lancha. Na realidade, tornou-se no ministro da Marinha malawiana. Sem qualquer apoio, sem experiência, montou toda a estrutura de informação que veio a servir os seus sucessores.
O “agente especial” português participou em algumas reuniões do Conselho de Ministros do Malawi e teve vários encontros com o então chefe de Estado do país, Hastings Banda.
Do ponto de vista estratégico-militar, graças a esta lancha, Agrelos controlava, em grande medida, o movimento de embarcações no Lago Niassa. Incluindo, portanto, as que serviam de apoio logístico à FRELIMO.

Quando se dá o 25 de Abril, as relações com o Malawi tornam-se distantes

Agrelos teve contactos mais “profundos” ou mais “ligeiros”, com altos dirigentes da FRELIMO, incluindo Eduardo Mondlane, mas o actual presidente da Federação Portuguesa de Golfe não se prontificou, até agora, a contar o “muito que soube”.
Mo relatório, assinala um dos aspectos menos conhecidos da “parceria” que envolvia a passagem da embarcação que comandava para o país: a flotilha de Metangula passava a ser abastecida por gasóleo do Malawi.

A Lancha de Desembarque Média (LDM) que ia buscar o combustível levava um logótipo da SONAP e os membros da guarnição “fardas” da mesma companhia petrolífera portuguesa.
A sua missão “tipo James Bond” decorreu, pacificamente, até que terminou a comissão de serviço em 1969.
Manuel Agrelos pertenceu ao 9º Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval (CFORN). Do seu curso, destacado para idêntica função naquela colónia como comandante de uma LFP, foi seu camarada de armas o antigo ministro Pedro Lynce de Faria.
Assim, o “agente especial” Agrelos deu lugar a outro oficial da Marinha da Reserva Naval. Outros se seguiram, incluindo alguns da Legião Naval, até ao 25 de Abril de 1974. Entretanto, o Malawi já adquirira duas lanchas portuguesas. A segunda emprestada foi a ‘Regulus’, rebatizada como ‘Chiluza’. Eram dois, agora, os oficiais lusos em actividade.

Com a revolução de Abril, a função do “James Bond” português esteve quase a terminar em tragédia.
O papel de “Ministro da Marinha" exercido por portugueses foi perdendo validade. Quando se dá o 25 de Abril, as relações tornaram-se distantes. Os comandantes das lanchas eram agora oficiais fuzileiros.
O primeiro, mais antigo, já veterano de guerra, chamava-se Lhano Preto e dirigia a ‘John Chilembwe’. O segundo, mais “marreta” e com “pouco tempo de mato”, era o subtenente Berbereira Ribeiro Moniz. Pertenciam ao 9º Destacamento de Fuzileiros Especiais.
As lanchas navegavam com cadetes dos ‘Young Pioneers’. Estabelecera-se o distanciamento entre Blantyre e as autoridades moçambicanas. Os tempos estavam a mudar.

Os salários dos agentes portugueses eram pagos por Jorge Jardim

A revolução portuguesa transtornou definitivamente os planos de Hastings Banda. O regime democrático passou a ser olhado de soslaio e os oficiais portugueses constataram essa mudança.
Em Julho de 1974, são chamados à capital malawiana. Recebem a indicação da embaixada portuguesa de que o melhor é voltarem a ter um passaporte português e se prepararem para o pior. Aliás, um dos oficiais, Lhano Preto, esteve retido momentaneamente nesse período, mas acabou por ser mandado seguir para Monkey Bay. Quando chegaram ao local verificaram que as lanchas tinham desaparecido. Vieram a saber que os cadetes as fizeram seguir para uma baía mais a sul, onde se esconderam

As “manobras” do regime de Banda foram comunicadas ao comando da esquadrilha do Niassa, que, por outro lado, recebera a indicação de Lisboa para fazer a entrega, formal e definitiva, das duas lanchas ao Malawi.
Foi nesta situação de ambiguidade que o comandante da esquadrilha, o então primeiro-tenente da Marinha Ribeiro Ferreira (hoje vice-Almirante na reserva) decidiu zarpar para resgatar os oficiais que julgava detidos.
Em acto belicoso, entrou em Monkey Bay, preparado para uma batalha naval com o apoio de duas lanchas de fiscalização, uma pequena Lancha de Fiscalização de Pesca, uma Lancha de Desembarque Média e um destacamento de fuzileiros.
Não foi preciso usar a força. Afinal, os portugueses já estavam em liberdade e aguardavam na praia de Monkey Bay a chegada da frota para se fazer a transferência pacífica das lanchas.

Os “agentes portugueses” regressaram às suas unidades. Jorge Jardim passou a fora da lei e refugiou-se no Malawi. Era agora “persona non grata” do novo regime português.
Findara deste modo, a nossa missão no Malawi. A maior parte dos nossos “Bonds malawianos” ainda é viva. São hoje pacatos cidadãos que recordam essas memórias…
Serafim Lobato

sábado, 7 de agosto de 2010

-" O Alegre "

Fins de 1968

Dois alferes pilotos do mesmo curso, o Lamy e o Lopes, do AB.3 Negage, descolam para um voo de rotina num Do27. O cacimbo estava cerrado e ao regressar à base enfiam-se a voar por um morro, tendo ambos falecido no impacto.
Seria este simplesmente mais um triste caso de indisciplina de voo a ceifar a vida de dois jovens, não fosse um revoltante desenvolvimento: à noite ouvimos, na camarata da BA.7 Aveiro, a inconfundível voz do traidor Manuel Alegre, através da "Rádio Portugal Livre", emitida da Argélia, regozijar-se por mais esta "vitória dos combatentes da liberdade de Angola" (isto apesar do inimigo não ter tido qualquer actuação neste acidente).

A pergunta é simples: Será que algum Alemão que tivesse colaborado com os Ingleses ou um Francês que tivesse colaborado com os Alemães ou um Japonês que tivesse colaborado com os Americanos teria algum futuro político no seu país no pós-guerra ?

Quando é que vamos parar de aceitar que traidores, refractários e desertores dominem a política em Portugal ?

(Fonte : milhares de combatentes )

quarta-feira, 7 de julho de 2010

-" Ser Presidente da República quem ajudou a matar portugueses !?...

MANUEL ALEGRE “COMBATENTE”, POR QUEM?

António Brandão

Estou cada vez mais confuso, p. f., ajudem-me.
Li atentamente um texto que me foi reencaminhado por um antigo meu instrutor de Operações Especiais. O texto, fez-me recordar duas coisas, uma recente em que apareceu (aparece) na TV uma senhora , mulher ou “Gaja” , dependendo do ponto de vista do telespectador ou do lado da trincheira em que o mesmo se encontra, que entra muda, sai calada, em que não se percebe bem, qual o seu papel. Há quem diga que é uma “MISS”, outros uma tal de Mântua, há quem diga até que será a célebre “Maria Turra” que, nos idos anos 60/70 se ouvia no Norte de Angola e que servia de amplificador sonoro do tal MV, ou M qualquer coisa, não sei o quê.
A outra coisa que me recordo, com mais anos de facto, é que os Furriéis Álvaro V. Mesquita, Armindo Veloso, e os Alferes Daniel Fonseca, Vale Leitão, Rogério de Carvalho, Eusébio Silva, Fraga de Carvalho, Borges Macêdo e Nogueira Lebres, estes entre muitos outros Oficiais, Sargentos e Praças, foram mortos em combate com a ajuda de pequenas traições praticadas por actos e palavras dos MVs dos nossos tempos.
Se é certo que alguns Oficiais ainda vivos, aposentados ou não, arrependidos ou não, ficarão lisonjeados por terem pessoas com este cariz, como seu comandante supremo, eu, um simples Miliciano que fui, um mero cidadão que sou, por respeito aos Camaradas e amigos mortos em combate, tudo farei para que um qualquer, mesmo dizendo “eu não tenho medo”, nunca em qualquer circunstância, venha a ser o meu PR.
Às Mãe, aos filhos, aos irmãos, aos amigos dos cerca de 10.000 que se encontram perpetuados no Forte do Bom Sucesso em Belém: ACORDEM ! . . .

segunda-feira, 12 de abril de 2010

-" KALASHNIKOV

Criar armas para defender, não para atacar !

Por José Milhazes

Mikhail Kalashnikov, que completou 90 anos de idade no passado mês de Novembro, é o mais conhecido dos construtores de armas e a sua metralhadora equipa mais de 50 exércitos e decorou ou ainda decora bandeiras e escudos de alguns países. Alguns consideram-no o "senhor da morte", mas Kalashnikov responde que as suas armas "são para defender, não para atacar". Mikhail Timofeevitch Kalashnikov nasceu a 10 de Novembro de 1919, numa família camponesa das Montanhas Altai, que, durante a colectivização comunista na URSS, foi considerada "kulaks" (camponeses abastados) e desterrada para a Sibéria em 1930.
O jovem Kalashnikov, após introduzir "algumas emendas" nos seus documentos a fim de esconder o seu estatuto social, foi trabalhar para os caminhos-de-ferro no Cazaquistão em 1936. Dois anos depois, foi mobilizado para o Exército Vermelho, no qual começou a revelar as suas capacidades no campo do fabrico de armamentos. A sua primeira invenção foi um contador de disparos para tanques. Em Agosto de 1941, partiu para a frente de combate contra as tropas nazis que tinham invadido a União Soviética, mas foi gravemente ferido passados apenas dois meses. Foi precisamente durante os seis meses de internamento num hospital que Kalashnikov criou a sua primeira arma automática, que não foi bem recebida pelo comando militar.
"A pistola-metralhadora de Kalashnikov é mais complicada e mais cara no fabrico do que a PPCh-41 e a PPC e exige aturados e difíceis trabalhos de torneiro. Por isso, não obstante os muitos aspectos positivos (pouco peso, curta, poder de disparar tiro a tiro, etc.), actualmente não tem interesse industrial", concluiu o Departamento de Armas do Exército Vermelho em 1941.
As qualidades da nova pistola automática só foram reconhecidas em 1947, tendo os primeiros 1500 exemplares da famosa "AK-47" sido entregues às forças armadas soviéticas em 1949.
Depois, vieram outras metralhadoras mais perfeitas como a "AKM", "PDK", "PKT" e "AK-74". Estas armas ligeiras trouxeram ao seu criador fama nacional e internacional, colocando-o entre as personalidades mais importantes do século XX e não há praticamente nenhuma condecoração soviética e russa que Kalashnikov não tenha recebido: desde os prémios Estaline e Lenine, com que foi condecorado na era comunista, até à Ordem do Santo Príncipe Dmitri Donskoi, concedida pela Igreja Ortodoxa Russa em 2007. Kalashnikov não se lamenta pelo facto de a invenção da "AK" não lhe ter trazido riqueza: "Eu não tinha a percentagem da produção da 'AK-47' que recebiam os construtores ocidentais pelas suas descobertas, porque não foi registada a patente da minha descoberta na URSS. Mas não pensem que sou um pobre, eu não vivia mal durante o poder soviético". A "AK" esteve ou ainda está representada em bandeiras e escudos de vários Estados e de grupos militares, como Burkina-Faso, Moçambique, Timor-Leste, Zimbabué ou o Hezbollah. "Em Moçambique, os combatentes pela liberdade conquistaram a independência com a minha metralhadora nas mãos. Agora, chamam aos seus filhos Kalash. Dizem que há lá em cada aldeia dezenas de crianças negras com o nome de Kalash. Isso não é agradável?", escreve Kalashnikov nas suas memórias, e acrescenta: "Eu criei a minha arma para defender as fronteiras da Pátria, e não para atacar". Por isso, dói-lhe ao saber que as suas armas são empregues nos conflitos "entre as repúblicas do Cáucaso, noutras regiões do país".

Fonte: LUSA

segunda-feira, 5 de abril de 2010

-" UMA CARTA DE MÃE PARA MÃE "

Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um noticiário na TV:

'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão de Custoias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia...

Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos".

Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor":
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!


segunda-feira, 15 de março de 2010

-" MAIS DUAS SAÌDAS VERGONHOSAS "

DUAS VERGONHAS CHAMADAS LOPES E GOMES.


SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS


NOUTROS TEMPOS NÃO ERA OBRIGATORIA A REFORMA AOS 70?


Claro que sim, mas isso era no tempo da outra senhora, quando havia respeito, seriedade, e vergonha. E assim dava-se lugar aos mais novos !...

Agora que estamos na democracia plena socialista, é o que se se vê.

A pouca vergonha continua. Ao que isto chegou !...

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVAVEIS, empresa do Grupo EDP.

Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha politica do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos do centrão.

Entretanto o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num pais com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para niveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nivel da subsistencia.

Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa. Claro que para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar, ( desde que não congelem o dele, claro ).

Quanto a FERNANDO GOMES, mais um comissário politico, recebeu em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de euros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando o " comissário " for para a reforma. Claro que isto não vai acontecer pois, tal como Silva Lopes, este senhor vai andar de tacho em tacho, tal como esta cambada de ex-políticos que perante a crise " assobia para o ar ", sempre com os bolsos cheios com os milhões de euros que vão recebendo anualmente.


Estes senhores, senhores!?!?!? Não têm vergonha na cara!!!


sábado, 13 de março de 2010

-" Opinião de um dissidente soviético "

EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO...

Declarações do escritor, dissidente soviético, Vladimir Bukovsky sobre o Tratado de Lisboa

"É surpreendente que após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE). O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"


domingo, 28 de fevereiro de 2010

-" A Arrogância da « IBÉRIA »

Em boa hora o MIL tomou a iniciativa de escrever, à companhia de aviação "Ibéria", a carta aberta que abaixo transcrevemos.
Desde há muito que se impunha uma iniciativa destas perante a forma arrogante e depreciativa como as empresas espanholas se comportam no mercado português.

Se considerarmos a forma como o governo castelhano de Madrid trata os restantes povos da Penìnsula Ibérica que tem debaixo da sua bota, atitudes como as que abaixo se referem não deveriam surpreender.

Está, pois, o MIL de parabéns.

«CARTA ABERTA AO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA “IBÉRIA”

Excelentíssimos Senhores:

1. Como devem saber, as empresas de aviação civil que operam em Portugal são obrigadas a cumprir a legislação nacional e a respeitarem a cultura e a língua nacionais. Para poderem realizar as suas operações entre nós, recebem um alvará, emitido pela ANA e é a ASAE que é responsável pelo estrito cumprimento da lei nas suas operações. Daí, por exemplo, uma recente queixa à ASAE relativa à “Easyjet”, dado que a empresa britânica recusava as reclamações de perda de bagagens que não usassem a língua espanhola ou inglesa, conforme foi amplamente noticiado nos meios de comunicação social.

2. Embora opere em Portugal e tenha que cumprir a legislação portuguesa, a Ibéria mantém no nosso país apenas um escritório de vendas. Fazem reservas de segunda-feira a Domingo, mas, ainda que estejam a vender em Portugal e a portugueses, não se dignam a falar em português fora deste período conforme se constata na sua página web:

"Portugal

Reservas

707 200 000 (Português) De 09:00 a 20:00 horas locais de Segunda a Domingo.

(Inglês e Espanhol) 24 horas de Segunda-Feira a Domingo."

3. Mas isto não é o mais grave: se um cliente português quiser apresentar uma reclamação pelo mau serviço prestado, o escritório da Ibéria em Portugal não o aceita. Nem aceita um correio eletrónico, nem um fax nem uma carta. Obriga os clientes portugueses, que compram e pagam os seus bilhetes em Portugal a uma empresa certificada para operar em Portugal, a enviarem uma carta em inglês ou em castelhano.

4. Nessa medida, o MIL, enquanto entidade que, sem complexos, defende, de forma coerente e consequente, a Lusofonia, irá apresentar uma reclamação junto do Instituto do Consumidor, da ANA e da ASAE:

i) Porque a Ibéria não cumpre a lei do consumidor em vigor e recusa a apresentação de reclamações em língua portuguesa;

ii) Porque a Ibéria mantém um serviço de venda (reservas) em língua não portuguesa, em Portugal (o número verde é de uma operadora nacional);

iii) Porque ainda que sejam portugueses uma parcela muito significativa dos seus clientes, a empresa não mantém a língua portuguesa no seu serviço de comunicações. Algo que, de resto, seria muito fácil, tendo em conta que na própria Espanha há já 3 milhões de falantes do Português da Galiza (língua galega).

Muito cordialmente

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

www.movimentolusofono.org



sábado, 20 de fevereiro de 2010

-" A Maior Lavandaria de Dinheiro "


A maior lavandaria de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro !!!

Na UBS-União de Bancos Suiços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo! Agoniza o segredo bancário suíço.
Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
Onde páram as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suiça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíca?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
E agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal.
Para muito breve, a queda do império financeiro suiço!